Tipos de investimentos alternativos: do vinho à carta de Pokémon que valeu US$ 16 milhões

Uma carta de Pokémon foi vendida por US$ 16,4 milhões em 2026

Um relógio Rolex pode valer mais do que um apartamento.

Existe um universo de investimentos que a maioria das pessoas nunca considerou — e que vem superando ativos tradicionais em janelas relevantes de tempo.

O que são investimentos alternativos?

São ativos que fogem das categorias tradicionais de renda fixa e renda variável em bolsa.

O que os une é a menor liquidez e regulação — em troca de um potencial de retorno que frequentemente supera o dos ativos convencionais.

Quais são os principais tipos de investimentos alternativos?

Os mais relevantes são: imóveis físicos, private equity, criptomoedas, commodities, vinhos de coleção, relógios de luxo, bolsas de grife, obras de arte e colecionáveis.

Cada um tem sua própria lógica de valor, nível de risco e forma de precificação — e poucos têm um mercado regulado ou transparente.

Quanto vale uma carta de Pokémon no mercado de colecionáveis?

Em fevereiro de 2026, a carta Pikachu Illustrator PSA 10 foi vendida por US$ 16,4 milhões. O vendedor, Logan Paul, havia pago US$ 5,275 milhões em 2021 — retorno de mais de 200% em menos de 5 anos, superando o S&P 500 no período.

No Brasil, Thiago Nigro comprou um Charizard PSA 10 por US$ 550 mil e vendeu por US$ 954 mil em dois meses.

O que determina o valor de um investimento alternativo?

Três pilares se repetem em quase todos os alternativos de alto valor:

  • escassez — quanto menos exemplares existem em boas condições, maior o preço;

  • conservação — o estado do ativo pode multiplicar ou destruir seu valor;

  • popularidade — a demanda consistente de um público específico sustenta e eleva os preços ao longo do tempo.

Quais são os riscos dos investimentos alternativos?

Os principais são:

  • liquidez baixa: vender pode levar semanas ou meses;

  • falsificações: à medida que os preços sobem, o mercado paralelo cresce;

  • volatilidade emocional: o valor depende de fatores culturais que podem mudar rapidamente;

  • falta de padronização: os preços são formados em leilões e negociações privadas, com alta assimetria de informação.

Quem deveria investir em ativos alternativos?

Alternativos não substituem a base — complementam. Antes de considerar essa classe, o investidor precisa ter reserva de emergência consolidada, carteira diversificada entre renda fixa e variável, e capital que pode ficar imobilizado por tempo indeterminado. São ativos para quem já tem estrutura, não para quem está construindo.

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Mas cada um tem uma regra tributária diferente que a maioria ignora na hora de calcular o retorno real. Entenda como cada alternativo é tributado no Brasil.

Os tipos de investimentos alternativos podem superar ativos tradicionais