Selic vai
parar de cair?
O que os dados já indicam sobre as próximas decisões
O Banco Central cortou a Selic de 15% para 14,5% em duas etapas. Mas o cenário mudou e os dados já levantam dúvidas sobre se esse movimento pode continuar. A resposta não está na próxima reunião do Copom, está nos números de agora.
A guerra no Irã pressionou o petróleo para cima, com efeitos em cadeia sobre fertilizantes, alimentos e combustível. Esses fatores passaram a influenciar diretamente as projeções de inflação no Brasil.
O que mudou desde a última reunião do Banco Central?
Estão. A projeção para 2026 saiu de 3,8% e já se aproxima de 5% — acima do teto da meta de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, sinalizando que o problema pode não ser passageiro.
As expectativas de inflação estão piorando no Brasil?
Não da forma que apostava antes. A expectativa de queda até 12,5% foi descartada. As apostas apontam para Selic próxima de 14% no próximo ano, com possibilidade de um último corte de 0,25 ponto, mas sem continuidade após isso.
O mercado ainda aposta em queda da Selic?
Quando a economia cresce bem, o Banco Central perde o argumento de que precisa estimular a atividade cortando juros. O PIB deve crescer entre 1,75% e 2%, acima do potencial estimado entre 1% e 1,5%.
Por que o PIB forte dificulta novos cortes
da Selic?
Tem semelhanças. Em 2012, o BC cortou além do necessário e foi preciso retomar as altas. Em 2014, o ciclo foi interrompido às vésperas das eleições — e o resultado foi inflação fora de controle nos anos seguintes.
O cenário atual se parece com o erro de 2014?
Tecnicamente, seria a resposta mais adequada ao cenário. Na prática, o Banco Central tende a ser mais cauteloso do que agressivo. A avaliação é que novas altas são improváveis no curto prazo, mas novas quedas também não cabem no cenário atual.
A Selic vai subir de novo em 2026?
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Mas o cenário atual se parece com um erro que o Brasil já cometeu antes. Confira mais detalhes.
Os dados indicam que a Selic vai parar de cair