Queda da Vivara:

o que o mercado está deixando passar

A Vivara acumula queda de quase 40% em 2026. O mercado parece ter decidido que o melhor momento da empresa ficou para trás. Mas existe uma diferença entre uma empresa perdendo relevância e uma boa empresa tomando decisões desconfortáveis de propósito.

A dúvida do mercado mudou: não é mais sobre governança, é sobre se a empresa ainda consegue entregar a lucratividade do passado. Os resultados do 1T26 foram fracos e alimentaram essa narrativa.

Por que as ações da Vivara estão caindo tanto?

A dúvida do mercado mudou: não é mais sobre governança, é sobre se a empresa ainda consegue entregar a lucratividade do passado. Os resultados do 1T26 foram fracos e alimentaram essa narrativa.

A queda da Vivara reflete piora operacional real?

Não da forma que parece. A Vivara protege a margem por três frentes: repasse de preço, mix de produtos e reciclagem de metais como hedge natural. Ela não só repassa a alta do ouro — tem ferramentas para defender a rentabilidade.

A alta do ouro está destruindo a margem da Vivara?

Continuam. Receita bruta cresceu 14% no 1T26, com vendas nas mesmas lojas saudáveis. A marca Life cresceu 20%. O ROIC ficou em 23%, um patamar que pouquíssimas empresas do setor conseguem entregar, mesmo com pressão nas margens.

Os fundamentos da Vivara continuam sólidos apesar da queda?

Entre 55 e 65 novas lojas — aceleração frente às 40 a 50 do ano anterior. A perspectiva de longo prazo é de crescimento entre 15% e 20% ao ano, combinando expansão física com ganhos de eficiência e rentabilidade.

Quais são os planos de expansão da Vivara para 2026?

Com frequência. Os maiores erros acontecem quando períodos transitórios são interpretados como deterioração permanente. O mesmo pessimismo já apareceu com construtoras na inflação e bancos na inadimplência — e depois se mostrou exagerado.

O mercado costuma errar em momentos como esse?

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Combinando crescimento e reprecificação, a tese aponta para um potencial de multiplicar o valor de mercado da empresa em mais de três vezes em cinco anos. Entenda melhor esse racional.

A queda da Vivara pode virar oportunidade?