Como a
Raízen pretende reorganizar
R$ 75 bilhões em dívida
A Raízen tem R$ 75,3 bilhões em dívida — R$ 65 bilhões deles dentro de um processo de recuperação extrajudicial.
A empresa apresentou um plano de reestruturação com três opções para credores. O que cada uma significa muda tudo para quem tem esses papéis na carteira.
É uma reorganização do passivo para preservar liquidez com juros elevados. O plano prevê conversão de dívida em ações, alongamento de prazos e separação dos negócios em duas empresas distintas.
O que é a reestruturação financeira da Raízen?
R$ 75,3 bilhões em março de 2026. Desse total, R$ 65 bilhões estão dentro do processo de recuperação extrajudicial. Os bonds em dólar representam a maior parte — R$ 27,2 bilhões — seguidos pelos financiamentos de exportação, com R$ 11,9 bilhões.
Qual é o tamanho da dívida da Raízen?
45% do crédito vira participação acionária a R$ 0,25 por ação. Os outros 55% viram nova dívida dividida entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis, com vencimentos entre 2032 e 2035. É a opção considerada mais equilibrada.
Como funciona a Opção A da reestruturação da Raízen?
O credor aceita um desconto de 80% sobre o valor total do crédito. O novo título vence em 2047, sem atualização monetária para créditos em dólar e euro. O pré-pagamento fica exclusivamente a critério da companhia.
Como funciona a Opção B da reestruturação da Raízen?
O credor recebe o menor valor entre 75% do crédito ou R$ 9.750. Voltada para credores com valores menores, tem limite de R$ 150 milhões em desembolso. Quem não for contemplado vai para a opção secundária.
Como funciona a Opção C da reestruturação da Raízen?
Depende de dois fatores: adesão dos credores e capacidade da empresa de recuperar geração de caixa após a reorganização. Ainda não há contratos definitivos assinados — os termos finais podem mudar ao longo das negociações.
A reestruturação da Raízen vai funcionar?
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E da capacidade da empresa de voltar a gerar caixa. Entenda os impactos da reestruturação completa no site da Nord.
O futuro da Raízen agora depende da adesão dos credores